Qual câmera escolher na hora da compra?

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Provavelmente você já ouviu falar sobre distinções tais como Linha amador ou Linha profissional quando se depara com o mundo da tecnologia fotográfica predominantemente digital hoje em dia.

Para os iniciados em Fotografia, escolher a câmera correta pode ser um trabalho difícil quando se tem no mercado dezenas de fabricantes e uma centena de modelos de câmeras, lentes e acessórios. Levando-se em conta o quesito custo-benefício, a tarefa pode ser ainda mais complexa, mas esperamos ajudá-lo neste post.

Smartphone

Nossa sugestão começa por fazer entender quais as reais diferenças entre equipamento profisional e amador. Se levarmos em conta que qualquer smartphone atualmente possui mais tecnologia fotográfica do que o primeiro foguete a pousar na lua, não precisamos necessariamente nos preocupar tanto com esta distinção de classes em se tratando de "qualidade" de imagem. Basicamente, a qualidade de uma imagem digital depende de alguns fatores tais como o "tamanho" do sensor (responsável por capturar a imagem ou pulsos de luz), velocidade e capacidade do processador (atua no gerenciamento das cores e combinações matemáticas), assim como também não podemos esquecer o resultado obtido através do bloco óptico (as lentes). No mais, pensamos em ergonomia, funcionalidade, autonomia de baterias, modos de operação, assistência técnica e valor tecnológico para os fins propostos.

Voltando a questão profissional ou amador, essa "classificação" criada pelo setor industrial leva a uma proposição relacionada a durabilidade do equipamento e capacidade de execução de trabalhos em larga escala. Ou seja, o profissional ou o amador é que irão definir qual a melhor escolha baseando-se nas premissas de resistência, funcionalidade e autonomia, de acordo com suas necessidades.

Foto Profissional

No que tange a resistência é fato que os equipamentos tidos como de linha profissional são muito mais resistêntes frente as intempéries no uso prolongado de seus sistemas. Na questão funcionalidade, a primeira e mais importante fica por conta dos modos de operação, aonde o modo manual deve ser levado em conta desde o início, pois é a zona de criação que permite o fotógrafo elaborar seu repertório criativo, interagindo com a imagem antes de registrá-la. Na questão autonomia, equipamentos avançados permitem ao usuário um melhor aproveitamento na utilização de baterias, limpeza interna e menor necessidade de manutenção dos componentes.

Se você é um fotógrafo de obras de arte por exemplo, pressupõe-se que utiliza o equipamento geralmente em ambientes climatizados, limpos, e com uma carga de trabalho moderada em termos de horas contínuas. Dessa forma, investir em um equipamento de custo elevado (câmeras) não seria necessário, podendo então reservar grande parte do investimento para lentes com maior qualidade óptica, bem como em acessórios que tornem a conectividade mais produtiva. Neste caso, uma câmera com resolução boa, mas componentes um tanto frágeis pode atender perfeitamente as suas necessidades a médio prazo ou longo prazo. Até mesmo porque deve-se levar em conta o aprimoramento da tecnologia resultando em constantes trocas de modelos em linha e queda do valor de mercado do seu equipamento em função disto. 

Se você for um fotógrafo de Rally por exemplo, não seria um bom negócio economizar no corpo da câmera ou nas lentes de fabricação mais simples, pois estará fadado a ter de efetuar trocas constantes de equipamentos, além da manutenção demasiada dos mesmos, sem contar o investimento em sobressalentes para atender esta demanda. Haja vista que este tipo de trabalho exige muito do equipamento devido as condições do ambiente serem críticas. Não só as câmeras, mas também as lentes da série profissional possuem pontos de vedação anti-poeira e também componentes mais resistentes, além de claro, melhor qualidade óptica.


Megapixels


Com relação a resolução de imagem, aonde tratamos dos Megapixels (milhões de pixels), por muito tempo esta tarefa confundiu os aspirantes em fotografia por conta da desinformação. Devemos ter em mente que a quantidade de pixels que uma câmera dispõe para poder capturar a imagem não necessariamente é a quantidade de pixels que a mesma pode "emular", ou seja, a maioria das câmeras convencionais possuem a capacidade de "amplificar" os resultados em termos de tamanho da imagem. Lembrando que quando tratamos de Megapixels estamos falando diretamente em tamanho de imagem (veja imagem acima, aonde podemos ver cada pixel como um bloco) e não necessariamente sua qualidade (enquanto não projetarmos). Para exemplificar, podemos ter uma imagem gigante em Megapixels e com uma qualidade ruim na hora de projetarmos em telas ou impressão física em demais superfícies. Não obstante, podemos ter uma imagem com menos Megapixels todavia com excelente definição nos detalhes, luz, cores. A diferença é que na imagem com menos megapixels, porém com boa informação, não poderemos ampliar demasiadamente, pois nos faltaria quantidade de material digital para tal feito (poucos blocos/pixels), mas se ampliarmos no seu limite aceito, teremos um ótimo registro em mãos.

SENSOR


Baseando-se nisto, devemos escolher uma câmera que tenha uma quantidade de megapixels coerente com o tamanho do sensor (sem demasiada interpolação), ou seja, o que a câmera captura, é o que ela nos dará em tamanho real (sem truques de software). Chamamos isto de resolução efetiva. Quando o resultado em pixels é maior do que o capturado fisicamente pelo sensor, chamamos de interpolação (ampliação do tamanho da imagem artificialmente através do software da câmera). É por isso que vemos pequenos e finíssimos smartphones com resoluções muito altas de mais de 10 megapixels. Basta analisarmos e iremos perceber que dentro de um aparelho tão pequeno não há espaço suficiente para um sensor de tamanho razoável, ao menos um pouco maior do que uma unha do dedo polegar e mesmo assim eles nos disponibilizam imagens e arquivos muito grandes. Essa é a "mágica" por detrás do pano, mas não significa  propriamente qualidade de imagem quando falamos em imagens comerciais, de qualidade indiscutível.

Vale lembrar também que atualmente existem dois tipos de câmeras mais utilizadas. São elas as Câmeras Compactas (câmeras que não dispõem de troca de lentes) e as DSLR (Digital System Lens Reflex), as quais permitem a troca de lentes e possuem visor com pentaprisma interno. Atualmente existem câmeras de uma categoria híbrida entre as duas, são as Compactas Reflex que não substituem as lentes, mas possuem visor prismático.  

 
Para finalizar, se você é profissional ou amador, saiba como escolher bem o seu setup de equipamentos afim de extrair o máximo do que a tecnologia lhe permite e deixe a criatividade falar mais alto, pois no final é o que mais fará a diferença.

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